- Hoje moro neste cercadinho porque meus seis irmãos são muito fortes e ciumentos, mas passeio muito no jardim no colo da mamãe e do papai e brinco MUUUUITO.
CONTINUE LENDO 👇
VÍDEOS BRINCANDO EM CASA:
https://goo.gl/photos/2VoRiZe7zRMS5bi4A
https://goo.gl/photos/frw2aUcPcmNPzWsH9
https://goo.gl/photos/bcK6L6qpZvfpsP7y9
A cirurgia do quadril e da perninha teve o melhor resultado possível, dadas as circunstâncias, como o tamanho diminuto dos ossos fraturados, a existência e permanência da sonda, possibilidades no pós operatório, etc, mas para ser definitiva, era necessário fazer fisioterapia da perninha, o que fiz na clínica(fotos acima), mas principalmente continuar em casa, o que meus papais preferiram não fazer porque meus gritos de dor eram lancinantes. Eles não conseguiram suportar as minhas demonstrações de dor, e nos adaptamos.
Em 11 de outubro de 2014 tive alta, e foi muito emocionante a despedida da clínica. Todos vieram me dar tchau, com muitas recomendações de minhas vets.
Porém, havia a orientação de que, para urinar, meus papais deveriam comprimir a bexiga como lhes foi ensinado e como já faziam nos intervalos entre as tentativas de retirada da sonda quando eu passava as noites em casa e voltava todas as manhãs para passar o dia na clínica por causa das injeções e medicamentos.
Sim, meu papai me levava à noite pra casa quando saía do trabalho para irmos nos ambientando e me levava de volta de manhã para a clínica.
Na noite do dia 11 de outubro, dia da alta, como já estavam acostumados, antes de dormir, meus papais apertaram minha bexiga, pois aprenderam apalpar para saber quando estava cheia, mas o xixi não saía.
Por mensagem, minha veterinária orientou a me deixar sem água até o dia seguinte, e me levar a clínica.
Era então o dia 12 de outubro, domingo e feriado, mas a intervenção foi feita e consegui urinar.
No dia seguinte, segunda feira, o orifício foi aberto cirurgicanente mais uma vez e voltei pra casa, desta vez, com sonda definitivamente.
É impossível descrever aqui todos os incidentes que aconteceram com as sondas no período entre o dia da alta em 11 de outubro de 2014 e o dia da retirada definitiva da última sonda, dia 16 de maio de 2015,quando papai começou a só ” passar a sonda” duas vezes por dia, porém por mais bonzinho que eu seja, não deixo de ser um gato, e era filhote (risos).
Pois bem, na madrugada de 20 de janeiro de 2015, acordei sem fralda e tinha arrancado a sonda com a boca.
Mas foi a única vez.
Graças a Deus, não houve nenhum ferimento na uretra ou na bexiga, nem a engoli, e fui levado à veterinária para outra troca de sonda.
Observem que a cada troca de sonda (imemoráveis), era necessária anestesia geral, pois eram costuradas à pele, com os riscos inerentes àquela.
Antes disso, em 12 de novembro de 2014, um mês após a alta, precisei ser internado novamente, pois amanheci amuado, sem apetite e prostrado.
Num exame clínico, minha xará percebeu sinais de fecaloma (fezes duras e presas) em virtude do estreitamento pélvico e da incipiência e insipiência de meus papais em acompanhar em casa a rotina de minhas funções fisiológicas. Mesmo com a orientação dss vets era difícil pra eles identificarem na prática.
Assim, nos dias que se passaram até o dia 21, quando operei o intestino, de tudo fizeram para evitar essa medida extrema. Foram feitos enemas, mudanças de dieta, exames, medicamentos, mas era arriscado esperar mais.
Minha doutora mais uma vez me salvou e a partir de então, viu-se necessário evitar recidivas, com uma dieta essencialmente úmida, e suplementos, todos indicados pelas vets.
A dieta que me acompanha até hoje é baseada e em “amolecer” o produto do processamento do intestino, evitando assim a circunstância do chamado mega cólon (dilatação irreversível da parte final do intestino), e onde é retida a água que irriga as fezes.
Portanto era preciso tentar fazer com que as fezes chegassem ao reto com uma consistência que permitisse a passagem ou retirada pelo reto estreito e sinuoso, aumentando a ingestão de água, restando mais água após a passagem pelo cólon e causando a controlada irritação na mucosa para favorecer movimentos naturais de expulsão.
Existe a indicação clínica de óleo mineral e azeite que no meu caso foram administrados algumas vezes na dose de 1 ml, mas há também opiniões de que o primeiro diminui a absorção de nutrientes, o que é coerente pelo revestimento que provoca nas mucosas das paredes do intestino, e o segundo, pelo menos no meu caso não surtiu efeito, e por isso abandonamos as duas indicações.
Entram em prática então a ração úmida, o psyllium (cereal encontrado em lojas de produtos naturais), suplementos do mercado pet que previnem tricobenzoares ou bolas de pelo no sistema digestório resultante do hábito natural de se lamber, e a lactulose, açúcar que promove a colonização de bactérias benéficas e irritam as mucosas promovendo movimentos peristalticos, e é vendido em farmácias como base de um medicamento laxante.
A ração úmida teria que ser muito palatavel para que eu não recusasse com o tempo e altamente nutritiva, já que seria a base de minha alimentação em fase de crescimento.
Segundo o fabricante, tem 82,5% de água em sua composição e é vendida em sachês.
Visando possibilitar um melhor aproveitamento e mais rápido processamento pelo intestino, é oferecida em porções de cinco vezes ao dia, 20 g cada porção, no total de 100g diárias.
Um problema se apresentou a partir daí : a recusa em beber água in natura, em virtude da saciedade hídrica promovida pela ração, pois a oferta de água para minhas necessidades ainda não era suficiente.
Papai e mamãe passaram então a colocar 20 ml de água em cada uma das cinco porções.
Na primeira e última refeição, num intervalo de 12 hs, é colocada também a dosagem da lactulose prescrita, evitando assim o risco de bronco-aspiração ao admimistrar, ou aplicar a dose diretamente na boca.
O psyllium é colocado também nessas duas refeições, na medida de um grama cada, a fim de reter água nas fezes como já disse.
Como a lactose é reconhecidamente um elemento de estímulo à defecação, no intervalo entre a terceira e a quarta refeição diárias me são oferecidos 20 ml de leite de vaca, diluidos em 20 ml de água e eu adoro, perfazendo então 120 ml de água pura por dia.
Também acompanha a minha dieta, 8 g de mamão na duas refeições de 12 em 12 horas, pois tem também propriedades laxativas.
A fim de acompanhar a rotina das fezes e evitar nova cirurgia, viu-se a necessidade de estabelecer uma “meta” o mais próxima possível da realidade, baseada na minha quantidade de alimentação e na minha rotina de fezes.
Assim, a minha ” produção diária” é pesada ao final do dia e anotada.
Com uma alimentação de 100 g em 82,5% de matéria seca, segundo o fabricante, tenho um total aproximado de 17, 5 g de matéria seca diária a ser defecada. Isso seria o mínimo. Porém, como na natureza nada é matemática pura, e como meus irmãos defecam em média a metade da matéria seca que ingerem, meu papai chegou a um aproximado mínimo de 9g diárias.
A isso era preciso somar a estimativa do resultado do processamento do mamão, psyllium, suplemento dietetico e água.
Como existe um consenso veterinário de 24h como prazo seguro para a defecação, esse passou a ser adotado como limite.
Porém, era necessário fazer um esforço para que eu mantivesse uma independência, até que fossem feitos enemas, caso atingisse esse prazo, a fim de evitar a dependência dessa prática.
O exame apropriado para a determinação e principalmente a posição das fezes no intestino é a radiografia ( Raio X), mais objetivo que a ultrassonografia e a apalpação manual do abdômen, mas com a frequência que seria necessária, embora tenha feito alguns para esse fim, seria dispendioso e estressante, razão pela qual seguimos fazendo o monitoramento do peso das fezes por quantidade de matéria seca da ração e tempo para defecação.
Ainda assim, quando é necessário intervenção dos papais hoje em dia, com enemas, os produtos utilizados foram prescritos pelas vets como o fármaco conhecido de uso humano de sorbitol +laurilsulfato de sódio 714 mg/g + 7,70 mg/g no reto com a bisnaga ou seringa e sonda, ou de um preparado de glicerina bidestilada diluída em água morna, meio a meio, num total máximo deste preparado de 15 ml por dia, aplicado com seringa e sonda no reto.
Os manuais recomendam introduzir a sonda a cinco cm após o ânus, mas no meu caso, papai percebeu que muito do conteúdo vazava e introduz um pouco mais além se for necessário, ou seja, até parar de sentir a dureza das fezes em resistência à sonda.
Cheguei a ficar 42 dias sem a necessidade de enemas, mas a partir de final de abril de 2016, estes passaram a ser necessários a cada dois dias, e mesmo assim, às vezes é difícil defecar, o que já era mais ou menos previsto e até que demorou bastante a acontecer.
Isso deve me garantir uma defecação proporcional à quantidade de alimentação ingerida no período, naquela fórmula aproximada.
A isso e à urina constante em contato com a pele pela micção sem controle que foi a alternativa possível ao uso perene da sonda uretral, se deve o fato de eu tomar tantos banhos assepticos diaros quantos forem necessários, pois existe o risco de infecção no sistema urinário pelo contato das fezes, já que ficam na fralda, aumentando a necessidade de vigilância maior nesses dias, e usar várias fraldas por dia, sem rebeldia, já que a fui acostumado a isso na minha infância pelas minhas vets e assistentes.
Um caso de enterotomia ( cirurgia de fecaloma) Fonte:Internet
Um estágio intermediário entre os enemas em casa e a cirurgia de fecaloma que sofri e a retirada do cólon seria a extração com pinça, o que eu nunca precisei, graças a Deus, inclusive por causa da anatomia do reto, com os ossinhos deslocados.
Abaixo se vê um caso :

Isso eu nunca precisei
Voltando ao assunto da sonda, como já dito, meu penizinho necrozado pelos ferimentos que sofri na rua teve que ser amputado, e a 3,5 cm da bexiga foi aberta uma passagem para que pudesse ser introduzida a sonda, em virtude da estenose (necrose) da uretra deste ponto até o púbis.
A cirurgia, chamada de uretrostomia pré pubica, ao contrário da que é feita na região do púbis e que não foi possível pelo meu tamanho pequenino e pelas lesões, tem uma chance menor de sucesso, pois a recuperação celular dos tecidos na primeira região é bem maior que na segunda, levando ao fechamento frequente do orifício aberto, por regeneração.
Assim, a todas as tentativas de retirada da sonda do orifício, seguiam-se nova intervenção para a sua reabertura, com os riscos inerentes, mas sempre contornados por minhas vets.
Mas era preciso que eu pudesse viver sem a sonda, para poder ter uma vida mais normal possível sem lesões na uretra provocadas por choques, já que era un filhote, e devido aos riscos naturais de infecção.
Elas se esforçavam então, a cada troca de sonda para que a nova tivesse o menor tamanho para fora do corpo e o formato mais delicado possível, num trabalho artesanal, para me dar maior conforto e segurança.
Seguiram – se então nove meses de pesquisas, debates, exames e experiências até que se apresentou a possibilidade da cirurgia da ” calha”, como o próprio nome diz, a fixação das paredes da uretra em forma de calha fora do corpo(uretroplastia).
Porém, com apenas 3,5 cm de uretra restantes, conforme demonstrado no RX com contraste, não seria possível.
No tempo que se passou meus papais foram orientados a seguir uma rigorosa rotina de assepcias, como borrifar o clorexidina 1% direto na sonda (e foi muito importante), o que nos acostumou até hoje, através dos banhos assepticos.
Inicialmente era utilizada pelas vets a sonda tom cat n. 6 e a partir da retirada definitiva, usamos em casa, conforme foi indicada, a sonda uretral humana n. 8., precedida da introdução da sonda uretral humana n. 6 para preparação com dilatação do orifício.
A partir de 16 de maio de 2015, a alternativa à sonda fixada à pele por pontos e à oclusão do orifício, foi portanto a prática diária, que seguimos até hoje de ” passagem da sonda”, LUBRIFICADA COM LUBRIFICANTE ÍNTIMO E SENDO SEMPRE DESCARTÁVEL (NÃO REUTILIZAMOS, USAMOS UMA PARA CADA “PASSAGEM” ), duas vezes por dia, após a primeira e últimas refeições, quando estou mais receptivo e após a assepcia com o banho que é dado antes delas.
VÍDEO TOMANDO BANHO :
https://goo.gl/photos/mPgu3j8ZmCUCR5mX7
VÍDEO TROCA DE FRALDA:
https://goo.gl/photos/wEXWiNz9bFxXkA3W7
Exemplos de modificações feitas artesanalmente a cada troca de sonda para dar maior conforto e segurança





SUBCOLECTOMIA (INTESTINO)

SUBCOLECTOMIA
Entre agosto e novembro de 2014 Vitinho já havia feito uma cistostomia, amputado o pênis, a cauda, uma uretrostomia convencional, uma uretrostomia pré púbica que, lembrando, teve que ser reaberta, uma sinfisiotomia para amplitude da bacia e uma enterotomia(fecaloma).
Com o regime, defecou sozinho (com intervenções de eneminhas caseiros apenas a cada várias semanas) no período entre o fecaloma e abril de 2016, passando pela retirada da sonda fixa em 16 de maio de 2015, depois de 9 meses com ela costurada ao abdômen depois da reabertura da uretrostomia pré púbica que havia fechado em outubro de 2014
A partir de maio de 2016, o prazo entre as defecaçōes começou a aumentar e passamos a intervir a cada dois dias com eneminhas, o que aconteceu até agosto de 2017, quando parou de defecar definitivamente.
O dia 04 de agosto de 2017 foi o da última defecação como resposta à nossa intervenção caseira.
A partir daí, dias de contatos por mensagens com as vets, consultas com e sem ele, exames e tentativas se passaram angustiantes, porque corríamos contra o tempo para que as fezes não ressecassem demais, exigindo nova cirurgia que temíamos ainda mais agora, em função da sua rotina de cuidados não só da alimentação diferenciada, mas os que ele permitia pela sua confiança em nós, principalmente a dilatação do orifício da uretra com a passagem da sonda.
Nesse período, tínhamos a intuição muito forte de que a retirada de uma porção do cólon intestinal (subcolectomia) visando a diminuir a retenção de água pelo organismo para que restasse mais nas fezes, amolecendo r facilitando a passagem, se não fosse a única, seria a mais esperançosa para ele.
Em 17 de agosto, após 13 dias sem defecar, levamos Vitinho a 60 km de distância, a pedido da médica proprietária de uma das principais e mundialmente reconhecida clínica especializada em felinos do Brasil, e que foi a responsável pela sugestão que permitiu a alternativa para a retirada da sonda fixa.
Na clínica, com outra excelente especialista, depois de aguardar com toda a sua ética uma tentativa mais eficaz em casa e na nossa anterior clínica de eleição, e após os exames de sangue e imagem que havia solicitado e analisado por mensagens, numa rede do bem que envolveu também a médica que realizou e lhe enviou os resultados, dada a distância de 60 km entre nós, foi realizado o procedimento de enema propriamente dito, que não conhecíamos.
Naquela ocasião conhecemos um procedimento extremamente técnico e profissional, com sedação subcutânea e que, a grosso modo, resumidamente, podemos descrever como a manipulação do abdômen ” ordenhando”, empurrando o bolo fecal, enquanto se lubrifica o reto com glicerina.
Impraticável para um leigo, num procedimento caseiro como fazíamos com os eneminhas caseiros que permitiram manter nosso gatinho conosco com saúde e bem estar até ali.
Saímos de lá com ele aliviado de suas fezes e nosso coração esperançoso na subcolectomia marcada para 31 de agosto, mas nada jamais foi tão previsível.
Após o procedimento, Vitor não voltou a defecar e, após respeitosas justificativas por mensagens e telefonemas, no dia marcado para a cirurgia, ao invés desta, foi realizado novo enema.
Tínhamos a opinião tecnicamente fundamentada por exames de uma referência mundial em felinos domésticos de que ele teria uma motricidade intestinal muito reduzida para que a cirurgia tivesse o resultado esperado.
Após diversas ponderações, inclusive da nossa observação sobre as tentativas dele em defecar, o esforço, a postura, a expressão, o tempo em que se passava entre as intervenções caseiras até 2016, fotos, vídeos, tudo em fim que empiricamente nos fazia acreditar no sucesso da cirurgia e com o nosso compromisso de fazer ou deixar de fazer o que fosse preciso em função do risco de contaminação do orifício da uretrostomia pelas fezes nas fraldas agora numa consistência mais pastosa como se esperava e deixar, e a opinião favorável da especialista que realizara os enemas, recebemos a grata notícia de que ela iria operá-lo no dia 4 de setembro num procedimento “a quatro mãos” com esta última.
Após duas horas de cirurgia, o cólon foi seccionado e suturado (anastomose) e a válvula ileo-ceco-colica retirada.
Quatro dias de internação e em 7 de setembro começaria para nós a independência do Vitinho.
Em 11 de setembro, porém, devido às ” fezes líquidas” pelo conjunto intestinal ainda em adaptação e reconhecidamente ácidas, causando-lhe dor e prostração, o que causam até em bebês humanos, Vitor voltou à internação, permanecendo até o dia 13.
Precisamos e tivemos à distância todo o apoione orientação necessários no pós operatório até a retirada dos pontos.
Com a cirurgia, se tivéssemos que voltar a fazer os eneminhas a cada dois dias como antes, mas com a esperança de que iriam funcionar, já ficaríamos satisfeitos…
Muito mais do que isso, Vitinho passou a defecar sozinho como antes, superando mais uma vez as expectativas.
Estou escrevendo este post 1 ano, dois meses e seis dias depois, e é fato que tivemos que intervir algumas poucas vezes nesse período, assim como percebemos que sua constância emocional e mental é um diferencial importante para a defecação, motivo pelo qual sua rotina e ambiente são respeitados o máximo que esteja ao nosso alcance.
O acompanhamento da quantidade no decorrer do dia e da consistência continuam como antes, porém com outros parâmetros.
Na dieta, apenas foram retirados o Mamão e o psyllium pois a finalidade agora é a redução do volume, visando a facilidade para expelir as fezes, que são pastosas como se pretendia.
AGOSTO DE 2018: ALUTROFAGIA OU SÍNDROME DE PICA E AMPUTAÇÃO DA PERNINHA DIREITA

AUTOMUTILAÇÃO

ALMOFADA PROTEGIDA POR ACRÍLICO

AMPUTAÇÃO DA PERNINHA Percebemos uma mudança de comportamento logo nos primeiros dez dias aproximadamente após a subcolectomia : abocanhar tecidos das caminhas em que dormia.
Para evitar escárias pelo contato muito tempo dos ossinhos da perna fraturada com a superfície dura do chão ou qualquer outra, Vitor sempre teve suas caminhas de espuma, e as usava muito mais que os outros já que vive contido.
Não que nunca tivesse posto nada na boca, ou até engolido como qualquer outro, mas a persistência e a reincidência aumentaram muito, a ponto de 18 dias após a cirurgia ter engolido um pedaço de 5 cm de circunferência do seu lençol.
Não houve alteração nas fezes, tampouco apareceu na radiografia, mas a partir daí, a vigilância aumentou e até suas almofadas de dormir passaram a ficar numa caixa de acrílico que idealizei e encomendei especialmente para evitar o acesso às pontas e laterais das almofadas dele.
Percebemos que em momentos de maior ansiedade e estresse, como em sequência de fogos de artifício ou com visitas em casa passava também a morder a parte distal do membro posterior direito, ou o “pezinho” direito.
Esse comportamento pode(pode) ser chamado alotriofagia ou síndrome de pica (isso mesmo, pica) e acontece também com humanos.
Na madrugada de 23 /24 de agosto de 2018, como fazíamos em todas, ao conferir o estado da fralda e a necessidade de troca com assepcia básica (pelo horário) da região glútea e da uretrostomia do abdômen, vimos que ele havia se mutilado, com perda de tecido e exposição de ossos e nervos.
O problema, por opção e total responsabilidade nossa, não foi abordado quimicamente com medicamentos, ou mesmo com florais, pois ainda depois da subcolectomia e da retirada da válvula ileo-ceco-colica, principalmente em situações de alteração (mesmo que inicialmente imperceptível) do ambiente da casa ou da rotina, voltou algumas vezes a ter dificuldades para defecar, levando aos eneminhas caseiros pra ajudar novamente, como já dito.
Tampouco preferimos soluções alternativas como acumpuntura, pela necessidade pois teríamos que alterar sua rotina para isso.
No caso do pezinho direito, onde comprovadamente não tinha nenhuma sensibilidade, já havia acontecido com menos gravidade, levando à utilização do colar elisabetano, e certamente não por coincidência, mais dificuldade na defecação pelo estresse, normalizando após a retirada e adoção de dois spray repelentes tópicos, além de sistemática ” liberdade vigiada” durante o dia, com revezamento entre a família, durante o dia, frise-se.
Após o susto e perplexidade, imediatamente levamos à emergência, e após várias ponderações de prós e contras, inclusive pela reincidência, falta de sensibilidade e INUtilidade do membro (apesar da minha dúvida sobre seu papel de manter a fralda) e sua qualidade de vida, decidiu-se pela amputação naquele dia.
A fralda precisava e precisa ficar fixa sem a perna e a cauda para segurar, o bumbum e a uretrostomia da barriguinha precisavam ser lavados com o mínimo de umidade nos pontos perto do quadril e ainda hoje, dois meses e dezoito dias depois, notamos pequena quantidade de sangue no ânus e nas fraldas em algumas trocas, possivelmente pela ação mecânica, não se sabe ao certo, e que não conseguimos evitar com medicamentos ou mesmo com adaptações ou mudanças de tamanhos, marcas ou modelos de fraldas.
NATAL 2019
Seguimos nossa rotina, respeitando a dele, e somos extremamente felizes por tudo que representa emocional e ideologicamente.







EXISTEM NO MUNDO TODO CASOS COMO O MEU:

